Por Comunicação

Será possível controlar nossas emoções? E externar o que estamos sentindo? O projeto “Educ a Dor”, realizado com as turmas da educação infantil (Maternal ao 3º Período) ao ensino fundamental I (1ºs aos 5ºs anos) pretende, justamente, responder a estas e muitas outras questões.

A psicopedagoga Patrícia Araújo iniciou o trabalho neste semestre. Os encontros com as turmas acontecerão uma vez por mês. “Nosso objetivo é fazer com que as crianças percebam suas dores, em várias situações e que ele consiga dialogar para que o adulto consiga entender o que está acontecendo”, informa.

Patrícia disse que em muitos casos o que se percebe é que as crianças estão adoecendo por não saberem lidar com determinadas situações. “É preciso que elas aprendam o que é raiva, alegria, a perder os medos, para que isso não caracterize um bullying, por exemplo”, acrescenta.

A profissional explica que com algumas turmas está fazendo uma analogia do Projeto “Educ a Dor” com o livro “Extraordinário”, que fala sobre um aluno que tem uma síndrome e só entra no Colégio a partir do 5º ano, quando começa a sofrer uma série de pré-conceitos por conta da aparência dele. “É preciso que os alunos enxerguem os colegas pelo que eles são interiormente e não pelo que aparentam”, observa.

Que eles consigam lidar com os conflitos e as dores e ajudem a eles mesmos e aos colegas a superarem as dificuldades que estejam enfrentando. A psicopedagoga conta que muitas vezes em atividades assim é possível detectar os problemas que os estudantes estão vivendo, inclusive no meio familiar, que acaba refletindo dentro da escola.

Após a primeira atividade, boa parte da turma conseguiu identificar algumas situações onde eles sentem muita raiva, como no caso dos alunos que afirmaram que ficam enfurecidos todas as vezes que perdem algum jogo virtual, quando os pais ordenam que eles durmam e, na verdade, gostariam de ficar mais tempo no computador ou celular, por exemplo.